Rescaldo: 18º BTT Monte Trigo

Imagem do CartazHoje foi dia de nos apresentar diante das maratonas, apresentação essa que foi ao pessoal de Monte Trigo (Portel). A prova é a primeira de uma série de maratonas que integram a taça de maratonas de Beja, onde o objectivo é ajudar o Centro de Paralisia Cerebral de Beja. A nossa secção fez-se representar pelos atletas Miguel Rosa e Pedro Rodrigues para o percurso dos 45km (havia 3 à escolha: 30km, 45km e 65km).

A viagem para Monte Trigo aconteceu bastante cedo (por volta das 6:40 da manhã) e nem a mudança da hora para o horário de verão fez atrasos a estes atletas. O material foi reunido de véspera pelo que o processo de arrumar tudo dentro da carrinha e seguir viagem se fizesse num curto espaço de tempo. A madrugada era chuvosa e só bem mais de metade do caminho é que a mesma deu tréguas o que por vezes levasse a pensamentos que iríamos apanhar chuva durante a prova.

Chegado a Monte Trigo, a carrinha foi estacionada junto aos balneários e lavagem de bicicletas (seria um prenuncio?!) e seguiu-se o levantamento do frontal junto ao secretariado. Por falar em secretariado, este era simpático, rápido e eficiente. Ao lado havia uma mesa para os atletas tomarem o pequeno almoço, mesa repleta de bolos, sandes, sumos e fruta. De saco na mão voltamos novamente à carrinha para montar o puzzle das bicicletas e deixar tudo pronto para seguir rumo ao arco de partida.

A partida foi dada a horas e depressa os atletas seguiram viagem, uns mais lentos, outros numa correria louca! Os arranques das maratonas estão num nível muito alto. Após uns quantos metros em alcatrão entramos nos trilhos e… lama! Como choveu na noite anterior os terrenos tinha bastante água ainda acumulada da chuva e com a passagem dos cerca 250 participantes havia lama por tudo o que era sitio! À medida que os km’s iam passando, mais difícil se tornava a progressão no terreno devido ao “mau estado” do mesmo, como se costuma dizer na gíria betetística, “o terreno estava bastante pesado”.

Ao longo do tempo a chuva começa ameaçar uma descarga, não bastava a água das poças como também vinda do céu… Mas tanto ameaçou que choveu mesmo! Uma descarga para tirar um pouco da lama de cima dos atletas. Contudo, como os atletas é tudo malta rija, seguiram o seu caminho e por lá encontraram o primeiro abastecimento localizado por volta do km 20 que continha sandes, recuperadores de energia, água, um chamariz para se fazer uma pausa.

Estavamos sensivelmente a meio do percurso e as “surpresas” esperavam os atletas… As subidas! O terreno cada vez ia ficando mais ensopado, a lama cada vez era mais, um desafio acrescido para manter uma trajectória fixa na bicicleta. As subidas longas e indetermináveis eram recorrentes nestes km’s, talvez uma “maldade” da organização aos estômagos cheios dos atletas após o abastecimento… Após várias subidas jeitosas, eis que aparece “a subida” do dia! Aquilo não era uma subida, era uma escalada à igreja de S. Pedro! Que subida! Que vista se tem lá no topo! Pensando no desgaste dos atletas naquela grande escalada, no topo estava também localizada nova zona de abastecimento onde havia parte a “tradicional” mesa com sandes, águas e sumos, havia também novo cardápio: Febras, chouriça assada e vinho!

Após este último abastecimento ainda havia (ou restava) força para pedalar os restantes 10 km’s finais. Estes quilómetros finais eram relativamente fáceis quando comparado com aquilo que se tinha deixado para trás, no entanto a lama estava cada vez mais agarrada tanto à bicicleta como na roupa do pessoal. O sol aqui já ia dando sinais de si, pelo que os ânimos já eram outros. Antes de chegar à meta houve tempo para mais uma subida antes da entrada na localidade. Com o relógio a marcar algumas horas, o pessoal ia chegando à meta e ia aglomerando por ali, ora a falar com familiares, ora a falar com colegas de equipa afim de obterem feedback como tinham feito a prova. O speaker de serviço, cara bem conhecida do panorama do ciclismo (António Teixeira Correia), fazia a interacção com o público, chamando os atletas vencedores ao pódio.

Os nossos atletas (devido à viagem) apresentaram um pouco de cansaço, mas mesmo assim não os demoveu de encarar este desafio com garra e vontade de lutar contras as adversidades encontradas. Dos dois que alinharam à partida, o Miguel desistiu devido a problemas mecânicos (corrente partida) quando faltavam 15km para terminar a prova e o Pedro concluiu a meia maratona em 4h alcançando a 34ª posição na categoria (Master B) e na 110ª posição à geral. Com condições climatéricas tão adversas (33 desistências na meia maratona (45km), 23 na maratona (65km) e 5 no percurso de 30km), este foi o resultado possível, no entanto a Secção quer deixar o seu agradecimento pela prestação obtida por ambos.

Daqui a uns dias há mais!

Deixe uma resposta

Your email address will not be published.