Rescaldo: V Maratona BTT Baixo Guadiana

No algarve, a Associação BTT Baixo Guadiana organizou mais uma edição da sua maratona, sendo este o 5º ano consecutivo a realizar esta maratona que, ano após ano, atrai mais atletas. A nossa secção foi representada por dois atleta, o Miguel Rosa e Pedro Rodrigues.

Cedo os atletas rumaram até ao sul, vendo novamente a tonalidade/clarear do dia à medida que o tempo ia passando lentamente, passo a passo. Chegados ao local, a azáfama era visível, bastante staff a circular entre os atletas, quer a cumprimentar quem chegava, quer a ultimar os últimos retoques para que tudo estivesse ao mais alto nível (como é apanágio desta organização). A recolha dos sacos no secretariado foi bastante rápido e eficiente, pelo que houve um tempo “extra” para preparar a máquina e tomar o pequeno almoço (onde a maior dificuldade seria o que escolher para comer).

A partida estava dividida por box, cada uma limitada a 150 atletas, excepto a última que não tinha limitação. A cada minuto que passava, mais perto da hora da partida se ia ficando e os atletas cada vez se aglomeravam mais dentro da respectiva box. O briefing foi dando minutos antes da partida e, quando soou o famoso grito “Soltem o Javaliiiiii”, deu-se início à partida para ambas as distâncias (45km e 60km). Para não variar daquilo que se tem assistido, o arranque foi bastante forte a alucinante, onde cada atleta ultrapassava e era ultrapassado por onde dava… Onde havia um “espacinho” era ultrapassagem certa!

As primeiras pedaladas foram dentro da localidade, seguindo-se os estradões de terra batida onde as primeiras subidas serviam de aperitivo para aquilo que esperado mais à frente. Estas primeiras subidas serviram para partir o vasto pelotão, formando vários grupos ora de conhecidos, ora de atletas com andamentos iguais. Tal como na prova de Ourique, as paisagens eram verdejantes e, claro está, com a rega que S. Pedro fez durante a noite, a lama era um chamariz para um esforço acrescido. Para além da lama, a passagem por dentro de riachos, ribeiras era uma constante, pelo que vendo bem era uma forma de limpar a lama da bicicleta!

O caminho mudava de forma, ora em estradão bons para rolar, como rapidamente se estreitava dando lugar a vários km’s de single-tracks fazendo a delicia de muitos atletas. A organização brindou os atletas com a criação de várias pontes feitas de paletes para se evitar alguns pontos de água correntes, bem como, neste início de prova, um túnel feito de canas que não dispensou os avisos de portagens e para se ligar os médios, este ambiente ajudou a esquecer as subidas até aqui conquistadas com esforço como também colocou sorrisos nas caras dos atletas.

Como o caminho se faz caminhando (neste caso pedalando), por volta do km20 houve paragem para um primeiro abastecimento. Águas, sumos, bolos, fruta era o cardápio aqui oferecido a quem necessitasse de repor energias (ou ânimo). A partir deste ponto, os single-tracks voltaram em força e as subidas faziam recordar que o algarve não é só praias também tem serras e… Mato! Houve tempo para um “passeio” dentro da Mata, um carrossel bastante giro e interessante e culminava novamente nuns single-tracks a contornar uma barragem. Novamente aqui a organização brindou os atletas com bom humor e bastantes fotógrafos a registar quem passasse por ali para mais tarde recordar.

Findo estes trilhos com a natureza fazendo uma mangifica moldura havia um novo ponto de abastecimento que, para muitos, perdurará na memória! Para além da tradicional mesa de abastecimento com os sumos, fruta, bolos, havia a bifanas e, para quem quisesse, uma mini fresquinha para levantar o ânimo que já se arrastava. Para além da alimentação e hidratação, havia um rancho folclórico a actuar e a chamar atletas para participar, dando assim (juntamente com a barriga cheia) uma autêntica frescura à moral dos atletas para enfrentar os últimos 10 km’s da prova.

A recta final fez-se novamente por single-tracks, num sobe e desce constante até se entrar novamente localidade dentro. Desde o primeiro centímetro de alcatrão pisado, foi sempre a descer até ao arco da meta que se ia compondo com atletas que iam chegando e outros tantos que reviam companheiros de equipa e amigos para uma troca de palavras de incentivo e glória por terminar mais uma prova.

Os nossos atletas conseguiram terminar a prova sem problemas quer físicos quer mecânicos, embora cansados, chegaram a meta com a sensação de dever cumprido e com vontade de voltar. De salientar que o Pedro foi entrevistado à chegada pelo speaker de serviço (estamos a ficar famosos). Em termos de resultados o Miguel terminou a prova com 2h e 39 minutos, tendo alcançado a 126ª posição à geral e 51ª na categoria Master 30. Já o Pedro terminou com 4h e 20 minutos, alcançando a 239ª posição à geral e 91ª na categoria Master 40. A prova, devido ao terreno, não era muito fácil a progressão, as subidas faziam estragos à condição física à medida que os km’s iam passando, fazendo com que 39 dos cerca 250 participantes dos 40km tivessem que abandonar a provas devido a problemas físicos e/ou mecânicos.

Foi uma manhã bem passada, com desafios pessoais conquistados e a vontade de voltar a Vila Nova Cacela numa próxima edição. Obrigado aos nossos atletas e parabéns à organização por mais esta edição.

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