Rescaldo: VI Passeio BTT “Trilhos Terra de Pão”

Mais um domingo se passou, mais um dia a pedalar! Para hoje, rumamos à bonita aldeia Salvada, localizada nas redondezas de Beja, para participar no VI Passeio BTT “Trilhos Terra de Pão” organizado pelo clube de BTT local. A nossa secção fez-se representar por dois atleta, Miguel Rosa e Pedro Rodrigues. Para esta edição, a organização tem à disposição dos atletas 3 distâncias distribuídas para todas as idades, sexos e condição física.

Numa manhã cedo (o dia ainda estava a acordar) e fresca, já com o material tudo reunido, depressa se rumou para a Salvada, onde a organização certamente já estava a trabalhar para que a recepção aos atletas fosse a melhor possivel e com o selo de qualidade com que é característico desta organização.

A viagem foi tranquila e ao chegar ao local já havia bastante gente a circular, uns no pequeno almoço, outros a cumprimentar velhos amigos destas lides, outros à espera de levantar o dorsal no secretariado (diga-se que era bastante rápido e eficiente). Estacionada a carrinha era hora de levantar o famoso saquinho que continha não só o dorsal como também os brindes), tomar o pequeno almoço, fazer um pouco de aquecimento e seguir até ao arco da meta que por sinal, já tinha bastantes atletas à espera do tiro de partida.

A partida foi dada à hora certa e, não fugindo muito à regra, o arranque foi bastante forte. Os nossos atletas como chegaram um pouco já em cima da hora de partida tiveram que partir de muito de trás, fazendo uma prova de “trás para a frente”. Nos primeiros km’s, primeiro percorrendo algumas ruas da localidade, rapidamente entramos em terra, dentro de um projecto de oliveiras, formando um longo pelotão de variadíssimas cores. O ritmo alucinante era imposto pelos homens da frente que pretendiam um dos três lugares do pódio.

Embora o dia tivesse triste, a paisagem contrastava mostrando um quadro bastante verde e alegre. Os km’s passavam com a mesma velocidade com que os atletas pedalavam, e ao km19 havia, finalmente, um posto de abastecimento. A partir daqui, e durante alguns km’s, a organização brindou os participantes com aquilo que, para muitos, foi a “cereja no topo do bolo”, single-tracks! Esta zona era lindíssima tendo como pano de fundo, o Rio Guadiana, sereno como sempre a apreciar a passagem dos atletas pela sua margem.

Após a passagem por estes metros quadrados de caminhos onde só passa um de cada vez, os atletas elevaram ainda mais a moral quando, assim do nada, aparece novo abastecimento na “Praia de Quintos” (uma praia fluvial) onde a especialidade da casa era febras grelhadas na hora, sumos e cerveja! Com um cardápio deste era difícil não parar para abastecer e retemperar energias para os 20 km’s finais. Desengane-se quem pense que o alentejo é plano, estamos junto ao Rio, logo é necessário subir um pouco mais para se chegar ao destino.

Estratégico ou não, mas a organização tratou de colocar quase todas as subidas após este abastecimento, havendo para todos os gostos… Subidas curtas com um pendente maior, subidas mais longas… Nem tudo estava perdido, houve tempo para passar dentro da localidade de Quintos e ver a população na rua, não só espicaçada pela curiosidade de ver tantos atletas a passar à sua porta como para ir espreitar uma espécie de “mercado” que estava montado à saída da localidade. A paisagem aqui era ímpar, pois estávamos num local alto e dava para ver os atletas na abordagem à localidade e o vasto projecto de olival.

Os km’s iam passando, havendo atletas a chegar, outros ainda a deambular ainda pelo percurso. Por volta do km 36 encontrava-se a última dificuldade do dia, o “Adamastor” desta prova! Tratava-se de uma subida, quase em formato de carrossel que fez com que muitos atletas fizessem este pequeno troço desmontados das suas máquinas. Findo esta subida, até à meta o terreno acalmava e era mais rolante a progressão. S. Pedro que, durante muito tempo esteve sossegado, lembrou-se de regar os campos com uma chuvinha miudinha bastante chata, fazendo com que os atletas entrassem dentro da localidade, em direcção à meta com cuidados redobrados, pois a calçada molhada é bastante escorregadia pelo que, após tantos km’s de gozo, camaradagem, alivio do stress terminassem de forma abrupta e bastante chata.

No local da meta já havia alguns atletas junto à mesma à espera de saber os seus (e provavelmente dos seus companheiros de equipa e/ou “rivais”) resultados, outros na mesa a petiscar alguma coisa antes de terminar o seu dia neste evento (lavagem de bicicletas, banhos e almoço).

Da nossa parte, os atletas cumpriram a sua missão nesta prova, onde o objectivo principal era divertirem-se acima de tudo. O Miguel terminou os 45km em 2h e 35 minutos, tendo classificado em 93º na geral e em 28 na sua categoria (Master 30). Por sua vez, o nosso atleta Pedro Rodrigues terminou a mesma distância em 3h e 19 minutos, tendo alcançado a 127ª posição à geral e 45º na sua categoria (Master 40). Agora é hora de descansar e preparar a próxima participação. Para concluir, para além de agradecer aos nossos atletas, queremos também agradecer a toda a organização por esta manhã de bom BTT onde não faltou nada a ninguém, desde abastecimentos, cruzamentos de estradas, fotógrafos… Se não houver nada contra, fazemos intenção de regressar numa nova edição deste evento.

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